Conhecimento do bem e do mal.


"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Gênesis 2:17



Achei muito curioso quando em uma aula da EBD apareceu a questão do pecado original e o que realmente significava o conhecimento do mal. Entre as coisas que foram debatidas foi o motivo pelo qual O Senhor Deus não achava bom que conhecêssemos o mal ou por que foi permitido por Ele que adquiríssemos essa faculdade do conhecimento. Mas o que me deixou muito mais intrigado foi que na verdade provar do fruto da árvore implicava em morte, sem dúvida, e em conhecimento não só do mal por si só como também conhecer o bem: "mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Aí a coisa ficou de verdade curiosa.

Sempre gosto de encontrar minhas próprias respostas e tento fazer isso pensando nas pergunta que quero responder.
E as que me motivaram pensar um bocado foram: Por que não podíamos conhecer o mal? Por que não podíamos conhecer o bem? O que implica conhecer o bem e o mal? Se não tínhamos o domínio sobre essas duas categorias de conhecimento, o que conhecíamos então? Ou melhor, como conhecíamos?

As três primeiras são um encadeamento de ideias que no fim resultam numa resposta para a pergunta "por que não poderíamos conhecer nem o bem, nem o mal?"

Como conhecíamos antes?

Essa é uma boa pergunta. Se não eramos capazes de distinguir o que era o bem ou o que era o mal, sobre o que era pautada nossas escolhas como seres humanos? Digo que eramos a manifestação daquilo que refletia nosso caráter enquanto seres criados por Deus. Éramos bons.

Ser bom significa que correspondíamos plenamente ao que nos era exigido, desejado ou esperado quanto à nossa natureza, adequação, função, eficácia, funcionamento etc.; eramos moralmente correto em nossas atitudes de acordo com quem nos julga, que correspondíamos aos padrões aceitos pela comunidade quanto a características físicas ou de funcionamento, que desempenhávamos bem nossa função ou papel, de acordo com as expectativas do meio em que estávamos inseridos, éramos adequados às circunstâncias, ideais, apropriados. éramos de grande ou considerável dimensão.

O que é bom então se põe acima do que é bem ou mal, por que tudo o que faz é adequado independente dos valores que lhe é atribuído, independente de receber um rótulo. Refletíamos o caráter do próprio Deus no que concerne a adequação ao que nos era próprio. Se quer almejávamos ser como Ele pelo fato de que éramos juntamente com Ele e Nele. Quero dizer com isso que traduzir nossos atos a partir do conceito de bem ou mal, enquanto criaturas em perfeita comunhão com o criador é desnecessário, pelo simples motivos de que as escolhas que a humanidade fazia era boa.


Uma única proibição.


Penso que não havia regras a não ser uma: "não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal." A nossa falha foi em não cumprir uma única regra que implicou na nossa incapacidade de cumprir todas as demais que se originaram a partir do descumprimento do mandamento original.


Curioso como a primeira conclusão que o homem chega quando ao mundo que o rodeia, após comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, é um conhecimento sobre si: "e perceberam que estavam nus." E a segunda é que há culpa no outro e não em si: "Disse o homem: 'Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi'. O Senhor Deus perguntou então à mulher: 'Que foi que você fez?' Respondeu a mulher: 'A serpente me enganou, e eu comi'". Gênesis 3:12-13. Havia a presunção da própria inocência e transferência de culpa.


Primeiramente a aquisição do conhecimento do bem e do mal trouxe um auto conhecimento alicerçado no conhecimento acerca do outro. Quero dizer, o conhecimento do bem e do mal foi primeiramente o conhecimento do outro e logo depois um reflexo disso no conhecimento do acerca de si. Imagino a seguinte cena: Eva come do fruto e dá a Adão para que também coma. Adão e Eva se olham e concluem que o outro está nu e isso os leva a perceber que ambos estão nus."se eu consigo perceber que ela/ele está nu e eu estou na mesma situação do outro, então eu também estou nu." Posso então dizer que não havia um julgamento do outro antes da Queda e, consequentemente nem de si mesmo. Como julgar a sim mesmo ou ao outro se eramos bons?


O pastor Ed René Kivitz fez um paralelo muito interessante entre o homem caído, o primeiro Adão e o nosso Salvador. Confira no vídeo abaixo essa mensagem curta, porém cheia, repleta de significados.



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