Festas Juninas e o Crente

Antes de tudo queria dizer que não tenho a pretensão de ditar regras ou dizer o que é certo ou errado. A intenção é trazer um cenário amplo de conhecimento para facilitar a escolha pessoal de quem lê e deixar a cargo da consciência individual qual é a decisão correta a se tomar.

Para compreender a  celebração das festas juninas, é necessário saber a sua origem que remonta o império romano antes do nascimento de cristo. Basicamente as essa festas eram uma celebração pagã em comemoração ao início do verão no hemisfério norte e agradecimento pela colheita. Como acontece com diversas festas cristãs, as festas juninas entraram na igreja cristã devido ao sincretismo que ocorreu durante a idade média a fim de propagar mais rapidamente o cristianismo pela Europa. Inclusive o dia escolhido para ser
celebrada a festa de São João, a mais popular, é 24 de junho, mesmo dia em que era comemorado o  solstício de verão. A festa foi trazida para o Brasil no período colonial e resiste até os nossos dias.
Quanto à permissão que o crente tem de participar ou não dessas festas, não há na bíblia qualquer orientação nem contra nem a favor, portanto é uma questão aberta que depende unicamente da consciência pessoal. Particularmente, acredito que as motivações pagãs para a festa se perderam e não fazem parte da cultura atual. Hoje celebra-se a festa como uma manifestação da amizade, do companheirismo. São mais um motivo para reunir pessoas do que propriamente celebrar esse ou aquele deus ou santo.

Então, se por um lado a origem da celebração de festas juninas é pagã, por outro não existe qualquer resquício da intenção de celebrar e adorar algum deus daquela cultura. E se fossemos abrir mão de todas as celebrações cristãs que tem origem em celebrações pagãs não existiriam festas no nosso calendário, a começar pelo natal.

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