Mais algumas coisas sobre fé

Posted by
Depois do último texto sobre o escudo da fé, (veja aqui) – aliás fé tem sido um tema bem recorrente por aqui! (e aqui) – fiquei pensando como é difícil manter-se confiante e firme quando as coisas não vão bem. Quando uma enxurrada de dardos inflamados encobre o sol, tornando o dia em noite e seu escudo não está tão preparado quanto se pensava e algumas feridas são inevitáveis, umas mais profundas outras nem tanto, mas são inevitáveis. Curiosos como geralmente essas feridas dão origem a outras e outras e outras. Muitas batalhas agregam ao soldado experiência.
Paulo começa sua introdução ao texto da armadura de
Deus dizendo que ela serve para que possamos “estar firmes contra as astutas ciladas do inimigo.” –  v. 11, cap. 6 de Efésios – e toda vez que ouço falar em cilada lembro de Tom e Jerry,  quando o rato, para se vingar do gato prepara-lhe uma armadilha. Não quero dizer que o desenho animado em si tenha qualquer conotação satânica ou coisa do tipo, mas que geralmente as armadilhas do rato começam com uma provocação que o Jerry faz ao Tom que acabam levando o gato a uma sequência de eventos que culminam em muita dor e sofrimento. Acho que a dinâmica é bem parecida. Somos provocados/ tentados, aceitamos a provocação/ tentação e colhemos o fruto dos nossos erros.
Perceber onde se esta errando é o mais difícil. Encontrar a posição correta para o escudo, apoiar-se num lugar firme e erguer-lo na posição ideal continua sendo o mais desafiador processo. Acho que aí reside a didática da existência e caminhada cristã, para onde apontar a fé ou como manter firme o alvo da nossa fé ou ainda como ser aperfeiçoados em sermos cada fez mais a imagem e semelhança Dele. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Filipenses 1:6). É mais ou menos isso que o fiel Jó acaba experimentando ao fim do seu sofrimento: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza.” Jó 42:5-6 NVI.
No fim acaba sendo um processo Dele, que independe da nossa vontade. Cada vez que caímos e reconhecemos a queda estamos prontos a nos pormos de pé e continuar caminhando.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *